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O Palmeiras apostou alto. Mandou embora Vanderlei Luxemburgo na certeza de que seduziria Muricy Ramalho e, logo, teria um técnico extremamente competente no comando do seu time. Dançou. E feio. Muricy anda fazendo doce, diz que quer descansar, que nem assinou ainda a rescisão com o São Paulo. Muricy ainda nega - embora não me convença - de que não espera por um chamado do Internacional de Porto Alegre caso o time seja derrotado nesta quarta-feira (dia 1º) na final da Copa do Brasil. Ninguém tem dúvida que se o Colorado perder - e, sinceramente, acho que vai perder - o título para o Corinthians, Tite será demitido e Muricy prontamente chamado. O vínculo afetivo do ex-treinador do São Paulo é grande com o Inter. Talvez até maior do que com o São Paulo. Por isso, se pudesse apostar, apostaria em Muricy no Colorado, assim como o fez Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do Tricolor do Morumbi. Se bem que acho que as previsões de Marco Aurélio, só essa deve se confirmar. As outras - Luxa no Flamengo e Abel Braga no Palmeiras - me parece bem fantasiosas.
Não gosto do estilo de trabalho do técnico Dunga. Vejo uma Seleção Brasileira que vence muito mais em razão da qualidade individual do que propriamente pelo jogo coletivo. Pior, vejo um time tão irregular que é capaz de bater facilmente a Itália, mas sofre para passar por Egito, África do Sul e até pelos Estados Unidos. Mas passa, dirão aqueles mais afoitos. E os resultados hoje, de fato, não me deixam pedir a saída de Dunga. Embora, com sinceridade, não consiga ter tanta confiança assim na seleção canarinho. Ainda tenho minhas desconfianças quanto ao titular - e até ao reserva da lateral-esquerda -, à presença de Gilberto Silva no meio-de-campo titular e, hoje, até à de Robinho entre os 11. Na Copa das Confederações, por exemplo, Robinho apareceu mais na hora da comemoração dos gols do que efetivamente no momento de ajudar a fazê-los. Além disso, ainda existem outras figuras na lista de Dunga que, sinceramente, não consigo entender. Não que sejam maus jogadores, longe disso. Mas Josué, Elano e Luisão, por exemplo, são bem comuns. Nada de espetacular. Nada de seleção. Além disso, não se vê o Brasil usar uma jogada ensaiada sequer. A não ser, é claro, as bolas alçadas à área adversárias em cobranças de falta. O que é bem pouco. Mas, tudo bem. Dunga também tem méritos. Por exemplo, apostou em Luís Fabiano, um cara que tem se tornado essencial para o time brasileiro. A 9 é dele e ninguém tasca. Além disso, o time de Dunga é líder das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2010 e, de quebra, levantou o tricampeonato da Copa das Confederações. Ponto para o ranzinza gaúcho, que mesmo nas vitórias continua sendo quase que intragável nas entrevistas. Imagine se ganhar algo que, de fato, seja relevante. Como a Copa do Mundo, por exemplo.
O novo episódio de racismo registrado quarta-feira (dia 24), no Mineirão, mais uma vez expõe o delicado tema que, por mais que se combata, insiste em permanecer enraizado no principal esporte do país. Talvez um sinal de que tal aberração que é a discriminação - seja ela racial, religiosa etc - que se maqueia na sociedade brasileira não consiga ficar contida sob grande pressão. Elicarlos, meia brasileiro do Cruzeiro, diz que Máxi Lopes, atacante argentino do Grêmio, o teria chamado de "macaco". Máxi nega. E o caso agora fica com a polícia. Já na madrugada de quinta-feira (25), ouvi o técnico Paulo Autuori, do Grêmio, dizer que havia coisas mais sérias a serem tratadas no país. Foi logo que deixou a sala que abriga a delegacia de polícia do Mineirão. Espero que sua declaração tenha sido motivada pelo impulso emocional que o jogo proporcionou. Não quero acreditar que uma pessoa de bom nível cultural como ele trate racismo como algo que não seja sério. Ou então quer dizer que porque há corrupção no Brasil, porque a bandidagem anda a solta e porque estamos abarrotados de políticos que traem nossos votos, devemos ignorar o racismo por considerá-lo "algo de menor relevância"? Depois, o meia Alex resolveu dizer que a reclamação era "frescura". Que já foi ofendido e ofendeu dentro de campo. E que tudo morreu ali. Mas até que ponto vamos continuar aceitando tal situação. Ou será que dentro de campo vale mesmo tudo? Até cometer o crime de injúria. Mas enquanto assistia as entrevistas, foi inevitável lembrar de outro episódio, ocorrido também numa Libertadores, e envolvendo um personagem brasileiro e outro argentino. Na época, Leandro Desabato ofendeu Grafitte, então atacante do São Paulo. O argentino foi preso e o caso ganhou repercursão mundial. Mas daí, quando todos esperavam que Grafitte levasse o caso até o fim e, quem sabe, fizesse história no combate ao racismo, o atacante recuou. Desabato saiu ileso da situação. E, talvez, tal episódio seja uma espécie de motivação para que outros imbecis continuem se achando mais humanos que outros porque têm cor de pele diferente. Até quando? Marcadores: Cruzeiro, Edicarlos, Grêmio, Maxi Lopes, racismo
Se me contassem antes de a Copa das Confederações começar, eu iria rir. Os Estados Unidos eliminando a Espanha nas semifinais? Nem pensar. Até porque eu tinha a convicção de que o pessoal do Tio Sam não chegaria tão longe. Para mim, a briga era para saber se conseguiriam ficar em terceiro numa batalha titânica com o Egito. E aí, para contrariar todas as previsões, os Estados Unidos se classificaram para as semifinais e a Itália deu adeus antes do tempo. Mas um raio não cai - com exceção ao CT do São Paulo - duas vezes no mesmo lugar, certo? Errado. Contra a Espanha, que estava invicta há 35 jogos e tinha vencido os últimos 15, a zebra voltou a rondar os campos sul-africanos. E os Estados Unidos venceram e mandaram a Fúria de volta para casa. Sinal de que os campeões da Eurocopa 2008 e líderes do ranking da Fifa ainda têm muito o que evoluir até a Copa do Mundo de 2010. Que dura lição. Marcadores: Copa das Confederações, derrota, Espanha, Estados Unidos, Fúria
Muricy Ramalho caiu. Foi demitido pelo São Paulo naquele que pode ser o maior erro dos últimos tempos da diretoria tricolor, costumeiramente centrada e pautada por decisões não motivadas pela paixão e sim pela razão - até por isso o São Paulo domina o futebol brasileiro nos últimos três anos. E domina sob o comando de Muricy, um cara carrancudo, chato, muitas vezes grosso com a imprensa, mas que trabalha e muito bem. O motivo alegado para a dispensa do melhor técnico do Brasileirão em suas últimas quatro edições foi a queda na Libertadores da América, a quarta seguida diante de um time brasileiro. Como se a culpa pela escassez de gols de Washington, que foi contratado para ser o matador do time, fosse de Muricy. Ou como se a má fase de Hernanes, elevado à condição de 10 do time pela dificuldade encontrada pela diretoria para oferecer ao treinador são-paulino um autêntico armador, também pudesse ser colocada em sua conta. Ou como se o fato de Jorge Wagner ter caído de produção ou de Renato Silva não ter bola suficiente para ser titular do time fossem sua responsabilidade. Sinto que, desta vez, o São Paulo se apequenou e caiu na vala comum de praticamente todos os outros clubes brasileiros, que optam por dispensar o técnico na tentativa - muitas vezes infrutífera - de jogar a responsabilidade sobre as costas dos jogadores e forçá-los a voltar a render. Pior. O São Paulo abriu mão de um treinador competente sem ter outro na manga. O mercado está terrível. Ou será que Renato Gaúcho seria a solução? Que tal Nelsinho Baptista? Ou ainda esperar mais uma ou duas rodadas até que Cuca caia no Flamengo? Boa sorte, Juvenal. Você vai precisar. Marcadores: demissão, Libertadores, Muricy Ramalho, São Paulo
O que mais tem por aí nas últimas horas é comentarista tentando explicar porque Palmeiras e São Paulo foram eliminados nas quartas de final da Libertadores. Simples. Foram eliminados por terem sido menos competentes que seus adversários. O Palmeiras levou um gol - que não podia levar - em seus domínios e pagou caro por isso. O São Paulo foi apático contra um Cruzeiro guerreiro. Também pagou o preço. Mas nem estou muito disposto a falar sobre o apático Keirrison ou sobre o inconstante Washington, figuras que poderia representar bem as frustradas campanhas dos rivais paulistas na principal competição sul-americana. Não que mereça levar toda a culpa - afinal de contas, ganham todos e perdem todos - mas, cá entre nós, onde foi parar o Washington que importunava as defesas (a do São Paulo que o diga) em 2008? Pior ainda a situação de Keirrison, que chegou a São Paulo com fama de goleador, que comprovou-se contra times pequenos, e agora luta para afastar a pecha de se esconder em grandes jogos e decisões. Para quem duvida, veja o VT da partida contra o Nacional, no Uruguai. O tal K9 passou o jogo inteiro se escondendo da bola. Nos minutos finais, quando deveria estar na área, estava na linha lateral, perto do meio-de-campo, como que correndo da redonda. Bom, mas não é isso que importa. Na verdade, em vez de buscar explicações para os fracassos, tenho é uma sugestão a dar. Que tal os clubes trocarem de técnico? Mas trocar mesmo, um com o outro. Afinal de contas, a torcida do Palmeiras tem colocado na conta de Vanderlei Luxemburgo a maior parte da responsabilidade pelo fiasco na Libertadores, assim como a do São Paulo tem atribuído a Muricy Ramalho boa parte da culpa pela queda nas quartas de final. Simples assim. Luxa, com seu estilo requintado de terno e gravata, no Tricolor. Muricy, e seu jeitão italianão gesticulador e mal humorado, no Verdão. Seria uma maneira de mexer com os elencos e com o mercado da bola. E acalmaria os ânimos exaltados dos torcedores que tanto pedem por mudanças. Se isso é possível? Duvido. Até porque o Palmeiras já gastou demais com Luxemburgo para dar o braço a torcer e admitir que fez besteira ao contratar um técnico tão caro para ganhar só um Paulistão. E no São Paulo, Juvenal Juvêncio continua sendo um dos mais centrados dirigentes do mundo da bola e sabe que, igual ou melhor que Muricy, não há ninguém disponível no mercado. Marcadores: Libertadores, Luxemburgo, Muricy, Palmeiras, São Paulo
A lavagem de roupa suja de terça-feira (dia 16) no que deveria ser a festa pelo acesso do Rio Branco deve ter sido o último capítulo da vitoriosa, mas bem conturbada, campanha de volta à elite do futebol paulista. O campeonato terminou e salvo aqueles que têm compromisso mais longo com a empresa gestora do futebol riobranquense, muitos devem seguir seus caminhos. Alguns até já têm propostas concretas. Mas o legado de toda a turbulência desta Série A-2 é que me preocupa. Há quem sustente a tese de que os jogadores que lutaram pelos próprios direitos podem ter problemas no futuro para arrumar emprego. E pode ser que aconteça mesmo. Mas e o outro lado da história? E como ficará o Rio Branco no momento de fechar acordos, de contratar? Só é segredo para quem vive em outro planeta que os jogadores também consultam uns aos outros antes de assinar contrato. Perguntam para os que já jogaram por um determinado clube sobre as condições de trabalho, de remuneração, qualidade de vida da cidade, e coisas assim. É verdade que tem muita água ainda para rolar por debaixo dessa ponte - se é que a ponte continuará no mesmo lugar e que ainda haverá água - até o Paulistão de 2010. Mas, passada a euforia pela volta à elite, a hora é de recolocar a casa em ordem e iniciar o processo de planejamento. Até porque ficou claro que comemoração que é bom foi só em campo, e contra o São José, no DV. Marcadores: acesso, Rio Branco, Série A-2
Sabe quando a mãe da gente manda estudar? Então, mãe sempre quer o melhor. O cara vai na escola, não presta atenção nas aulas de matemática e daí, num dia desses, erra a conta e fica no prejuízo. Está certo que não foi bem assim, mas a mancada de Julián Simón na prova de 125 cilindradas da MotoGP nem por isso deixa de ser hilária. O espanhol lidera a disputa no GP da Catalunha até a última volta. Última volta? Pelo menos para ele. Simón não se deu conta de que faltava uma volta para o fim. Desacelerou, levantou o dedo indicador para comemorar a vitória e... E descobriu que ninguém mais estava parando. Percebeu o erro e tentou se recuperar. Tanta disposição quase resultou em queda. No fim, terminou em quarto lugar. Apesar da mancada, o espanhol ainda lidera o campeonato. De qualquer forma, vale à pena ver a cena. O desespero dos mecânicos é fantástico. Dá só uma olhada. Marcadores: 125 cc, mancada, MotoGP
De tudo que vi até agora na Copa das Confederações, foi da Espanha que mais gostei. Está certo que Itália e Brasil, que completam o trio do qual se espera ver dois na final da competição, também venceram na estreia. Mas nem de longe convenceram como os espanhóis. O Brasil foi bem no primeiro tempo, mas horrível na segunda etapa diante dos esforçados, mas limitados egípcios. A Itália, por sua vez, sofreu nas mãos dos Estados Unidos (quem diria!) e, lembremos, venceu tendo jogado a maior parte do tempo com um jogador a mais que o adversário. A Fúria, por sua vez, foi quem fez exatamente o que se esperava de um favorito. Entrou em campo contra a fraca Nova Zelândia e atropelou o adversário. Os atuais campeões da Eurocopa mostram, ao menos por enquanto, que o título de 2008 foi bem mais que obra do acaso. Ah! Também assisti África do Sul x Iraque. E o placar bem que poderia ser também a nota do jogo. Um 0 a 0 chato. O show da torcida nas arquibancadas era bem mais atrativo. Aliás, que alegria do povo africano na prévia da Copa do Mundo 2010. Está certo que os estádios andam cheios de lugares vagos, mas a empolgação daqueles que prestigiam as partidas é incrível. E o mais legal é que nem importa quem faça o gol. O negócio deles é festejar. Marcadores: Copa das Confederações, Espanha, Fúria, Itália, Seleção Brasileira
Que sufoco! Juro que não esperava que fosse assim. O ataque brasileiro continua em grande fase, afinal, foram quatro gols. Mas a defesa do Brasil teve uma segunda-feira péssima na estreia na Copa das Confederações, nesta segunda-feira (dia 15) na África do Sul. Especialmente no segundo tempo, a marcação no meio-de-campo falhou demais (Felipe Mello e Gilberto Silva estavam perdidos) e a cobertura aos avanços de Daniel Alves (que é ala, não lateral, definitivamente) falhou demais. Foi assim que o limitado time do Egito equilibrou o jogo em boa parte da segunda etapa, muito mais impulsionado pela euforia de ter empatado um jogo que estava perdendo por 3 a 1 do que por sua qualidade técnica. No fim, o gol de pênalti no minuto final do tempo regulamentar evitou um fiasco maior. De qualquer forma, fica um alerta para a Seleção Brasileira. Marcadores: Copa das Confederações, empate, Seleção Brasileira
Não deu. O Rio Branco foi bravo até o fim. Batalhou incansavelmente, mas não deu. O Tigre ficou mesmo com o vice-campeonato da Série A-2 do Campeonato Paulista. O “rei do empate”, como o Rio Branco ficou conhecido na competição, falhou no que melhor soube fazer na competição: matar os adversários que, afoitos, se aventuraram a atacá-lo. O título do Monte Azul fica em boas mãos. O Azulão foi, durante todo o campeonato, o melhor time e, por isso, ficou com a taça. Justiça? Injustiça? O futebol muitas vezes não tem espaço para esse tipo de discussão. O que vale mesmo é bola na rede. De qualquer forma, nada que deprecie a excelente campanha do Rio Branco na A-2. O Tigre está de volta à elite, que era o passo mais importante a ser dado. Agora, serão praticamente seis meses para se planejar o Paulistão. E tomara que a palavra “planejamento” faça parte do dicionário do clube para que a euforia pelo acesso não seja facilmente extinta, mas seja duradoura por vários anos na elite. Marcadores: Rio Branco, Série A-2, vice
Ridículo o espetáculo de pancadaria promovido pelo time sub-18 do Corinthians no Mundial Sub-18 disputado em Madri, na Espanha. Depois de sofrer o terceiro gol, os corintianos, liderados pelo capitão Paulo Victor e pelo goleiro Cleber partiram para a briga com os jogadores do Real Madrid. A diretoria do Corinthians, como já era de se esperar, divulgou nota e enviou carta à organização do torneio e ao Real Madrid se desculpando pela atitude dos atletas e dizendo que ela não condiz com os princípios adotados pelo clube. Mas foi pouco. O Corinthians, que perdeu no campo por 3 a 0 pelas quartas de final, foi expulso do Mundial e não poderá disputá-lo pelos próximos cinco anos. Prejuízo para o clube que poderia ter sido evitado se trabalhasse melhor a cabeça dos garotos – sim, porque são apenas garotos. Cleber e Paulo Victor vieram a público pedir desculpas pelo “papelão“. Mas não devem escapar de uma bela punição. A não ser que o Corinthians esteja decepcionado com seus atletas apenas no papel. Marcadores: Corinthians, Mundial, Real Madrid
Não foi nenhuma maravilha. O jogo até foi fraco tecnicamente. Mas o mais importante é que o Rio Branco venceu. E, com a vitória, larga na frente na briga pelo título da Série A-2 do Campeonato Paulista. O Tigre esteve muito longe do time criativo, rápido e eficiente que passou sem sustos pelo São José - vitória por 2 a 0 - no domingo (dia 31). Na verdade, o Rio Branco contou mais uma vez com a estrela do artilheiro Lincoln. Na única chance real de gol que teve ele empurrou a bola para as redes e, com isso, reverteu a vantagem do Monte Azul. Agora, basta um empate ao "rei do empate" (como o Tigre chegou a ser conhecido na atual temporada) para consolidar o título, domingo, na distante Monte Azul. Eu acredito. Marcadores: Monte Azul, Rio Branco, Série A-2
Sei que pode parecer repetitivo, mas não consigo evitar a pergunta. Por onde será que andam os procuradores do TJD que vivem torrando a paciência de jogadores como Diego Souza, Kléber (o do Cruzeiro), Ronaldo, Cristian (o do Corinthians) que nunca denunciam Fábio Costa. Quero de antemão deixar claro que considero ridícula essa coisa de o tribunal de justiça desportiva ficar punindo jogador por imagens de TV. Mas, cá entre nós, se os jogadores já citados já tiveram dor de cabeça com o tribunal, por que Fábio Costa nunca tem de enfrentar o pessoal de gravata e responder por seus atos. Nesta quinta-feira (dia 4), por exemplo, o goleiro santista deu duas entradas extremamente violentas em Gustavo Nery e Nunes, ambos jogadores do Santo André. O saldo? Ambos os atletas do Ramalhão tiveram de deixar o campo. Nery, com suspeita de uma contusão grave no joelho. Nunes porque, inconformado, reclamou tanto com o árbitro que recebeu o cartão vermelho. Fábio Costa? Bom, esse ficou até o fim fazendo defesas importantes para o Peixe.
Até eu me surpreendi. Juro que achei que ia demorar mais para o Adriano aprontar a primeira no Flamengo. Menos de 48 horas depois de mostrar que dentro de campo é um jogador muito acima da média, o ex-Imperador da Inter de Milão tomou "chá de sumiço" e não treinou pela manhã na gávea. O Flamengo chegou a esbravejar, falar em multa, mas, no fim da tarde, caiu na real, aceitou a explicação de Adriano - um papo de que o rádio comunicador do diretor que ele tentou avisar estava desligado - e tudo ficou por isso mesmo. Depois tem gente que pergunta porque o Flamengo nos últimos anos só ganha Carioca. Juan tem chilique, abandona o treino, e nada. Petkovic é anunciado como "reforço". Adriano treina quando quer. Eita bagunça sem fim. Marcadores: Adriano, Flamengo, treino
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