17.3.10

Investidor quer troca de comando no basquete

Essa informação foi passada ontem (terça-feira, dia 16) por uma fonte que frequenta reuniões na Secretaria de Esportes e confirmada por outra muito ligada às modalidades esportivas de Americana. O basquete masculino da cidade pode ganhar um reforço de caixa considerável. É que uma empresa do ramo de saúde que atende Americana e região estaria disposta a injetar recursos (e não poucos) no time.

Com os investimentos, o time masculino de basquete poderia contratar mais reforços e montar um elenco forte ainda em 2010 para a disputa dos Jogos Regionais, que acontecem em Americana. E isso serve como combustível a seu favor, já que ninguém da Secretaria de Esportes nega que fazer uma campanha espetacular, de preferência com o título, seja a meta para este ano, já que a disputa acontece em casa.

Tudo bem, certo? Certo. Não fosse um pequeno detalhe que já causa certo desconforto no meio. O tal novo patrocinador, investidor, ou seja lá como for tratado, teria feito uma única exigência: a troca de comando do time. Hoje, o técnico e coordenador da equipe é Wolmer Bicalho. A seu favor, além de comandar a modalidade adulta faz vários anos, Wolmer conta com um aliado na secretaria, seu irmão, Adilson Bicalho (Coxinha), que ocupa o cargo de diretor da Unidade de Esportes.

Toda a negociação teria sido intermediada por outro dirigente esportivo que, embora tenha seu nome vinculado a outra modalidade, atua junto ao basquete desde os tempos de Seara e Data Control, equipes montadas em Americana e que, na época, tinham como coordenadora a ex-jogadora Hortência, hoje diretora da CBB (Confederação Brasileira de Basquete).

O interesse atual pelo basquete masculino é algo justificável, uma vez que enquanto o feminino (só para fazer um contraponto) sofre para organizar a disputa do Campeonato Paulista, tendo que "garimpar" equipes que, muitas vezes, são de nível técnico questionável, entre os homens há a disputa do NBB (Novo Basquete Brasil), um campeonato cada vez mais atraente, tanto do ponto de vista comercial como de espaço na mídia. Vamos esperar e ver o que acontece.

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11.3.10

Futebol, samba e cerveja

Sempre achei que aquilo que o jogador faz fora do clube é da conta dele. Só dele. Suas opções religiosa, sexual, política ou qualquer outra não dizem respeito ao torcedor de futebol, tampouco à imprensa. Mas, e sempre existe um mas, desde que isso não tenha influência direta em seu rendimento em campo. E aí alguém pode lançar a pergunta: "E mesmo que interfira, o que a imprensa tem com isso? Quem paga o salário é o clube, ou não é?"

É sim, quem paga o salário é o clube, mas quem divulga diretamente tudo que acontece ali e leva ao torcedor o maior volume de informações, que influenciam direto no humor do pessoal da arquibancada, é a imprensa. E como ela é "útil" na hora de publicar uma foto que estampa o patrocinador do clube ou de mostrá-lo em rede nacional, também tem o direito de noticiar o que acontece.

Bom, discussão sobre direitos da imprensa à parte, nesta semana o Brasil foi tomado pela discussão envolvendo o atacante Adriano e um possível problema com bebida. O vice-presidente do Flamengo, Marcos Braz, foi quem revelou o suposto fato. Aliás, algo levantado também durante sua passagem pelo São Paulo e agente que teria ajudado na sua saída da Internazionale de Milão.

Entre todas as declarações dadas desde então, a que mais me espantou foi a do médico do Flamengo e da Seleção Brasileira, José Luiz Runco, que disse não ver problemas com o fato de jogadores de futebol beberem e citar ainda que "todos" o fazem. Primeiro que Runco, como profissional da área da saúde, deve conhecer os malefícios do álcool e, em vez de incentivar ou banalizar seu uso, deveria defender o não consumo.

E, segundo, que a generalização é ridícula. A história mostra que não são muitos os que tiveram uma vida desregrada e, ainda assim, conseguiram sucesso na carreira. Muitos até conseguiram brilhar por um tempo, mas, no fim das contas, pagaram um preço alto. Exagerando e sem querer comparar com ninguém dentro ou fora das quatro linhas, Garrincha foi o maior exemplo do que o álcool pode produzir num jogador de futebol.

Quer outros exemplos? O inglês Paul Gascoigne, o argentino Ariel Ortega. Sem contar os anônimos que se perderam pelo caminho. Para piorar, quando se fala que não há problema em beber, de certa forma de incentiva os mais jovens a fazer o mesmo. Só que o álcool tem efeito ainda mais devastador para o atleta em formação. E a coisa não se restringe à moleza, dor de cabeça, ressaca ou outro efeito do dia seguinte. A bebida age de forma silenciosa afetando áreas física, motora e emocional.

E, de acordo com uma declaração do médico Seraphim Borges ao jornal Extra, do Rio, a bebida pode até desencadear uma arritmia cardíaca, abreviando a carreira. Sendo assim, o álcool está bem além de ser uma mísera mosca que se espanta com um tapa. É um elefante instalado na sala de uma kit net e precisa ser levado a sério, independente de quem se dói com isso.

10.3.10

Manchester x Milan. Tem tudo para ser um jogão

Manchester United x Milan pela Liga dos Campeões da Europa. Que jogo de bola para uma tarde de quarta-feira. Se fosse há uns cinco anos, apesar da qualidade técnica do time inglês e do apoio da sua torcida, não hesitaria em dizer que nada pararia Ronaldinho Gaúcho, duas vezes escolhido como o melhor do mundo pela Fifa, e que o Milan ficaria com a vaga. Mas... Os tempos são outros.

Não que Ronaldinho não seja capaz de conduzir o time milanista a uma vitória em território inglês e até a uma eventual classificação à próxima fase. Afinal de contas, se o Manchester venceu na Itália, o troco é algo possível - mas improvável - já que se trata de duas grandes equipes.

Mas o Ronaldinho de hoje só é decisivo quando quer. O do Barcelona (dos bons tempos) era decisivo em todo jogo. Aquele Ronaldinho queria jogar, independente da partida que fosse. E jogava. O de hoje depende de lampejos de inspiração que nos últimos tempos têm sido raros. E olha que parte da grande mídia tem forçado a barra para enaltecer as poucas jogadas de efeito do brasileiro na temporada do futebol italiano, deixando de lado o fato de que na maior parte do tempo ele tem sido pouco eficiente. Uma forma de justificar a cobrança a Dunga para levá-lo à Copa da África.

Pode até ser que o Ronaldinho de hoje, menos artista do que já foi no passado, entre em campo e arrebente com o Manchester em pleno Old Trafford e leve o Milan à próxima fase da Champions. Mas, sinceramente, para mim seria uma grande surpresa. Assim como pode até ser que o craque dentuço seja, no fim das contas, chamado para jogar o Mundial africano. E aí seria uma surpresa ainda maior.

Corinthians em Bogotá nesta noite

Tirando a poeira do blog. Hoje à noite tem Corinthians pela Libertadores. Não vou dizer que se trata de uma "baba" enfrentar Independiente Medellín lá em Bogotá, mas também não é o mesmo que jogar contra o Boca Juniors em La Bombonera. Com Ronaldo, Roberto Carlos, Tcheco, Jorge Henrique e Danilo, o Timão tem tudo para voltar da Colômbia com três pontos na bagagem. Na pior das hipóteses, com pelo menos um.