STJD e as punições de ‘mentirinha’
A justiça desportiva do Brasil é a própria terra do faz de conta. Punições severas, que colocam auditores e procuradores do TJD ou do STJD em evidência, viram poeira tão logo o assunto caia no esquecimento. Por isso não dá mais para levar a sério as punições que são aplicadas. Ou melhor, decididas, nos tribunais esportivos.
O caso mais recente é o do atacante Jobson, ex-Botafogo. Jogador de futuro promissor, o rapaz foi flagrado em dois exames antidoping e, depois de negar de imediato, confessou a dependência química e pegou gancho de dois anos. Por se tratar de reincidência (foram dois flagrantes), deveria ser banido do esporte. Diante de apelos, não foi.
Deveria ficar dois anos afastado não só como punição, mas também para se tratar, se recuperar por completo física e psicologicamente. Mas, agora, uma nova decisão do presidente da Segunda Comissão Disciplinar do STJD, José Mauro Coto, reduziu a pena de Jobson para seis meses. Assim, ele volta a ter condições de jogo já em julho.
A decisão do STJD é séria e pode provocar posicionamentos favoráveis ou contrários. E cada opinião merece respeito. Para mim, parece um precedente perigoso. Em vez de mostrar aos jovens que o caminho das drogas é ruim e que pode privá-lo do que mais gosta, o tribunal desportivo presta um desserviço a sociedade mostrando que a dura pena, no fim, será abrandada.
O caso mais recente é o do atacante Jobson, ex-Botafogo. Jogador de futuro promissor, o rapaz foi flagrado em dois exames antidoping e, depois de negar de imediato, confessou a dependência química e pegou gancho de dois anos. Por se tratar de reincidência (foram dois flagrantes), deveria ser banido do esporte. Diante de apelos, não foi.
Deveria ficar dois anos afastado não só como punição, mas também para se tratar, se recuperar por completo física e psicologicamente. Mas, agora, uma nova decisão do presidente da Segunda Comissão Disciplinar do STJD, José Mauro Coto, reduziu a pena de Jobson para seis meses. Assim, ele volta a ter condições de jogo já em julho.
A decisão do STJD é séria e pode provocar posicionamentos favoráveis ou contrários. E cada opinião merece respeito. Para mim, parece um precedente perigoso. Em vez de mostrar aos jovens que o caminho das drogas é ruim e que pode privá-lo do que mais gosta, o tribunal desportivo presta um desserviço a sociedade mostrando que a dura pena, no fim, será abrandada.









