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Uruguai x Gana e Brasil x Holanda de um lado da chave. Do outro, Argentina x Alemanha e Paraguai x Espanha. Quartas-de-final da Copa do Mundo 2010 definidas, fico com a sensação de que duas seleções vão sair antes do que deveriam e duas vão ficar no Mundial mais do que mereciam. Desculpem aqueles que torcem por Uruguai, Gana, Paraguai e Espanha, mas o emparceiramento foi injusto. Brasil, Holanda, Argentina e Alemanha deveriam sim fazer as semifinais da Copa. Mas, pela divisão dos confrontos, duas das quatro seleções que têm jogado o melhor futebol na África (que, diga-se de passagem, não tem sido lá aquelas coisas) vão deixar a disputa do título na sexta e sábado. Nas semifinais, se tivesse que apostar, jogaria minhas fichas em Brasil x Uruguai e Alemanha x Espanha. Mas, como nesta Copa o que não faltam são surpresas, nem mesmo uma final Paraguai x Gana me deixaria espantado. Deus me livre! Marcadores: Copa do Mundo, quartas-de-final, África-2010
O Brasil conseguiu seu primeiro objetivo na Copa do Mundo 2010: terminou a primeira fase em primeiro lugar. Em tese, isso é o melhor. Pelo menos se a Espanha fizer o que se espera dela e, mais tarde, bater o Chile e se classificar em primeiro lugar na outra chave. Assim, a Seleção Brasileira evitaria um confronto com os espanhóis logo nas oitavas de final. Até porque, entre Chile e Espanha, melhor encarar os chilenos. Mas, a forma como o Brasil confirmou o primeiro lugar do Grupo G é de deixar uma ponta de dúvida sobre o time de Dunga. O jogo contra Portugal foi o primeiro, de fato, contra um time que sabe jogar bola neste Mundial. A Coreia do Norte é "café com leite" e a Costa do Marfim está mais para time de "Vale-Tudo" do que para futebol. E no primeiro teste real o Brasil sofreu muito contra os portugueses. Faltou qualidade na saída de bola (até porque o Dunga não levou um reserva para o Kaká) e faltou controle emocional, especialmente para Felipe Mello e Luís Fabiano. O primeiro obrigou Dunga a uma alteração precoce. O segundo cavou o cartão amarelo logo no começo do jogo e não ofereceu o menor perigo à defesa lusitana. Salvaram-se o capitão Lúcio e o goleiro Júlio César. No restante, todo mundo foi de regular para baixo. Agora, é esperar o próximo adversário. Marcadores: Brasil, Copa do Mundo, África-2010
Um conselho: se for à África, evite pizza de zebra. A Itália que o diga. Duvido que alguém, em sã consciência, tenha cravado que ao final da primeira fase teríamos Eslováquia classificada e Itália eliminada no Grupo F do Mundial africano. Em uma das maiores zebras da Copa 2010, os italianos, atuais campeões mundiais, já estão arrumando as malas para voltar para casa. Os eslovacos, até então abafados pelos irmãos da República Tcheca em termos de futebol mundial, ganham seu lugar ao sol. E nas oitavas de final. As classificações de Gana, Estados Unidos, Coreia do Sul e Uruguai (com todo respeito aos bicampeões mundiais), de um lado da chave na fase mata-mata, já indica que uma zebra estará nas semifinais do Mundial 2010. Ou seja, a Copa da África cada dia fica mais empolgante para quem gosta de torcer para os Davis contra os Golias. E mais chata para quem prefere ver as potências mundiais em campo até o fim. Marcadores: pizza
Essa Copa da África está ficando sem graça. A eliminação precoce de Camarões foi de doer. Samuel Eto'o e companhia mereciam ir mais longe. Mereciam bem mais que a pragmática Dinamarca ou que o sortudo Japão. Nenhum dos três deve render ao mundo nenhuma inovação futebolística, é verdade, mas Camarões, ao menos, é uma seleção que dá gosto de ver jogar. Joga no ataque, sem a burocracia do futebol dinamaquês ou a simplicidade excessiva do time japonês. Mas esse Mundial está mesmo estranho. É Sérvia tomando sufoco o jogo todo e, mesmo assim, ganhando da Alemanha. É a Espanha dominando 99% do jogo contra a Suíça e, no único vacilo, perdendo a partida. É verdade que o futebol só é apaixonante por ser assim. O único esporte no qual nem sempre o melhor vence. Mas, nesta Copa, a coisa está passando do limite. E, a continuar assim, tenho medo de que nas oitavas de final tenhamos um monte de seleções meia-boca e várias potências voltando para casa antes do tempo. Marcadores: Camarões, Copa do Mundo, África-2010
Sobre a vitória do Brasil sobre a Coreia do Norte, algumas considerações: 1 - Kaká não jogou nada. 2 - Robinho deu a assistência para Elano. E só. Pouco para ele. 3 - Maicon quis cruzar (ele até dá uma olhadinha para ver quem está na área) e não chutar aquela bola. 4 - Gilberto Silva falhou no gol da Coreia. E Lúcio também. 5 - Anda sobrando vontade e faltando futebol a Luis Fabiano nos últimos jogos. 6 - Dunga, que roupa era aquela? Menos, por favor.
Achei que ela não daria as caras na primeira rodada. Logo uma habitante nativa da África da Sul. Mas ela apareceu, sim. Fez um certo drama e, para azar dos espanhóis, resolveu esperar até o último jogo, mas eis que ela chegou: a zebra. E que zebra! A Suíça, de futebol burocrático, extremamente defensivo e pouco criativo derrotou o xodó da Europa, a Espanha. Aquela que, alguns de seus jogadores, chegaram a dizer que joga um futebol mais bonito que o do Brasil. Na primeira rodada, não faltou disposição espanhola, é verdade. Mas faltou um toque a mais, algo que diferencia os bons times dos verdadeiros campeões. Aquela capacidade de, mesmo diante de um adversário todo retrancado, conseguir fazer o resultado. Assim como o Brasil, mesmo com um futebolzinho feio, conseguiu contra a Coreia do Norte. A Espanha da estreia foi mais Espanha do que nunca. E, pelo menos na primeira rodada, a nova Espanha mostrou velhos defeitos da velha Espanha. Talvez, lhe falte confiança. Já o Chile venceu Honduras (meu Deus! Honduras na Copa!) por mísero 1 a 0. Esse Grupo H promete. Marcadores: Copa do Mundo, Espanha, África-2010
Foi emocionante o jogo de abertura da Copa do Mundo 2010. Fraco tecnicamente falando, é verdade, mas emocionante sim. Talvez até um tanto quanto fanfarrão em razão do excesso de vontade (e só vontade mesmo) dos jogadores da África do Sul e do já conhecido México - aquele do "joga como nunca e perde como sempre". Desta vez, os mexicanos não perderam. Ao menos o jogo. Porque perderam a melhor das chances de somar 3 pontos no Mundial. Digo isso baseado na qualidade técnica dos três adversários que o pessoal do sombreiro vai ter pela frente. E, neste critério, Uruguai e França são rivais mais difíceis para a turma do Blanco e do Giovanni dos Santos. Por sinal, bom jogador. E só. Já os Bafana Bafana mostraram que têm na torcida e sua empolgação o seu jogador mais importante. E só, também. O gol de Tshabalala foi um espetáculo. Mas é do tipo "um raio não cai duas vezes no mesmo lugar". Além disso, a empolgação sul-aficana dentro de campo deixou sua defesa muito exposta. E daí... Problema para o Parreira. O 1 a 1 decepcionou ambos os lados. Os sul-africanos porque queriam - e acreditavam mesmo nisso - vencer e fazer história. Os mexicanos porque jogaram fora uma boa chance de vitória. E isso é só o começo. Daqui a pouco tem Uruguai x França. Marcadores: Copa do Mundo, empate, estreia, África-2010
De antemão, peço desculpas aos riobranquenses apaixonados pelo clube. Mas a notícia de que a Prefeitura de Americana quer municipalizar o Estádio Décio Vitta coloca a cidade na contramão dos tempos modernos. Enquanto muito se fala em todo o Brasil sobre a necessidade de investir cada vez mais recursos da iniciativa privada nos estádios do país, Americana quer seguir o caminho inverso. Dinheiro público tem de ser usado para a coletividade. E o Rio Branco, faz tempo, deixou de representar uma maioria em Americana. Quer prova? Vá a um jogo, seja ele de qual divisão for, e conte o número de torcedores sentados nas arquibancadas. Isso mesmo, conte! Porque é possível contar, tão poucos são os que ainda mantém viva a chama de amor incondicional pelo clube. O futebol do Rio Branco deve seguir seu caminho, continuar vivo, mas andando com as próprias pernas. Se o futebol profissional do clube hoje tem dificuldades até para manter o seu estádio, de custo mensal estimado em R$ 20 mil, a responsabilidade tem de recair sobre os ombros daqueles que o administraram - bem ou mal, julgue quem quiser - nos últimos anos ou décadas, de acordo com a análise individual sobre quando começou a derrocada financeira. Só o que há de certo é que o contribuinte americanense, aquele que tem de pagar para assistir aos jogos, não pode pagar a conta. Marcadores: estádio, Prefeitura, Rio Branco
O Brasil fez o que dele se esperava. Goleou a fraca Tanzânia por 5 a 1 no último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo da África-2010. O jogo foi mais uma espécie de coletivo para o time de Dunga. E na maior parte dos pouco mais de 90 minutos a Seleção Brasileira se comportou como se estivesse em tal atividade. Só o que quebrou um pouco o clima foram as entradas mais duras - e desnecessárias - dos tanzanianos. No Brasil, duas coisas me assustaram. Uma foram os vacilos constantes da defesa brasileira - tida com ponto forte do time - diante de um adversário bem fraquinho. Chegamos a sofrer um gol da Tanzânia (incrível). Fossem essas falhas cometidas diante de seleções de maior poderia ofensivo, as coisas estariam complicadas. Bom, mas quero acreditar que por se tratar de um treino de luxo, nossos defensores estivessem em tal clima e, até por isso, mais relaxados. A segunda coisa que me assustou foram os "esquentadinhos". Começou com Felipe Mello, continuou com Luís Fabiano e terminou em Daniel Alves. Todos, em algum momento, revidaram ou agrediram gratuitamente um adversário. Calmante neles, Dunga! Luís Fabiano, por exemplo, empurrou de forma desnecessária e violenta um adversário depois que a bola já tinha saído pela linha de fundo. E no primeiro tempo do jogo, já com a seleção vencendo. Talvez, o camisa 9 esteja sentindo o peso de não ter balançado as redes adversárias mesmo diante de dois rivais ridículos como os dos amistosos finais do Brasil. Felipe Mello, por sua vez, anda exagerando já faz tempo. E Daniel Alves revidou uma entrada mais forte do adversário com uma cotovelada. Em amistoso, tudo bem. Ninguém vai ser expulso. Mas, e na Copa? O Mundial não se ganha só com união, boa técnica e alguma tática (no caso de Dunga). Mas também com a cabeça boa. Marcadores: amistoso, Copa do Mundo, Seleção Brasileira, Tanzânia
A CBF confirmou agora a pouco a numeração oficial do Brasil para a Copa do Mundo da África. Kaká ficou mesmo com a 10, Luís Fabiano com a 9 e Robinho será o 11. Grafite, que caiu de paraquedas na relação e se tornou a maior surpresa da lista final, fica com a 23. A lista completa: 1. Júlio César 2. Maicon 3. Lúcio 4. Juan 5. Felipe Melo 6. Michel Bastos 7. Elano 8. Gilberto Silva 9. Luís Fabiano 10. Kaká 11. Robinho 12. Gomes 13. Daniel Alves 14. Luisão 15. Thiago Silva 16. Gilberto 17. Josué 18. Ramires 19. Júlio Baptista 20. Kléberson 21. Nilmar 22. Doni 23. Grafite Marcadores: Brasil, Copa do Mundo, Seleção Brasileira
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